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Um pouco de Clarice Lispector


A Clarice é diferente. Um amigo me disse não gostar muito dela, porque seus escritos parecem de uma adolescente com problemas sociais. Mas acho que ele está equivocado. A Clarice só optou por escrever e expressar sua angústia e sentimentos. Era notável que ela foi para um caminho diferente da Cecília e outras escritoras brasileira. Talvez, no caminho da busca do alto conhecimento. Talvez por isso, tanta demonstração de revolta e paixão pelo o mundo.



CURIOSIDADES SOBRE A AUTORA:

Nacionalidade: Clarice não era Brasileira. Nasceu em Nova York em uma das aldeias da Ucrânia porque seus pais, que eram judeus, ali se refugiaram durante a Guera Civil Russa.

Estudos: Já na infância, falava vários idiomas como Inglês, Francês e iídiche.

Família: Seu primeiro filho, Pedro, nasceu na Suíça e sofria de esquizofrenia. Clarice se sentia culpada pela doença do filho. A escritora teve um segundo filho, Paulo, que nasceu nos Estados Unidos.

Eventos:  Clarice foi convidada a participar do primeiro Congresso Mundial de Bruxaria, na Colômbia em 1975. Quando voltou ao Brasil, era chamada de a Grande Bruxa da Literatura Brasileira.

Acidente: Em setembro de 1966, Clarice adormeceu com um cigarro na mão provocando um  incêndio que destruiu seu quarto. Sofreu queimaduras de terceiro grau e quase perdeu a mão direita. A escritora ficou internada por 5 meses no hospital.

Morte: Após  lançamento do seu livro A Hora da Estrela, descobriu que sofria de câncer no ovário inoperável. Faleceu na véspera do próprio aniversário, em 9 de setembro de 1977.


FRASES QUE MAIS GOSTO:

"Quer saber o que eu penso? Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta."


 Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. 



É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.



 Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.



Que minha solidão me sirva de companhia.

que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.


Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdoo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre..



Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.





 E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.


 Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.





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3 comentários:

  1. Oi Sabrina, hoje você me apresentou à Clarice Lispector. Gostei de conhecer uma pessoa tão intensa e complexa que não tinha vergonha nem medo de expressar sua alma, ou melhor, tinha vergonha e medo mas expressava mesmo assim. Parabens pelo post.

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  2. Entendo porque você gosta tanto dela...

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  3. Dario Monteiro,
    Clarice é uma das melhores, ao lado de Cecília Meireles. Espero que tenha gostado da postagem!
    Abraços!

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