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A Nuvenzinha e a Menina

Aquele sonho lhe perseguia, não importava onde ela fosse. As vezes ia pra muito longe. As vezes era abandonada, mas encima de sua cabeça de mar existia um sonho de algodão doce.




Nas noite de frio, nos dias de alegria e no quarto do abandono, ela costumava perguntar: "Você está ai?"

A nuvem dos sonhos achava muito estúpida a pergunta. Não se esforçava em responder: "É claro, eu sou seu sonho, não posso deixar você".

E ela achava aquilo estranho. Deveria ficar feliz, por não conseguir deixar seus sonhos? Então aquilo a perseguiria em todo lugar?


"As vezes você me incomoda bastante!" Ela dizia sempre quando alguma coisa de ruim acontecia. Se eu não tivesse você, talvez eu me sentiria mais livre! Mas a nuvenzinha continuava a seguindo, por todos os lugares!


A nuvenzinha estava nos bancos dos parques, no céu quando ela o fitava. A nuvenzinha, aquela ideia, aquele sonho, a perseguia como se fosse sua própria sombra!          
Mas um dia, a nuvenzinha se perdeu dela. Ela ficou então, livre finalmente, e nas noites fria, quando

nada lhe servia, ela começou a sentir um imenso vazio. Concluiu que não havia nada que ela pudesse fazer, sentiu que sua vida não tinha a menor finalidade.

Levantava todos os dias e fazia exatamente a mesma coisa. Tão logo, começou a perecer, murcha como uma abóbora podre.

Olhava para as ruas, olhava para seu quarto vazio. Nada. Ela sentia que esquecera alguma coisa. Que em algum momento da sua vida, deixara algo importante pra trás! Mas quem? Estavam todos lá! O que lhe incomodava tanto? Porque essa sensação de vazio?                                        

E quando pensou em desistir, eis que no fim do túnel ela viu uma nuvenzinha. Uma coisinha branca, tão fofa..única coisa que permanecera pura e sã. "Nos sonhos mau nenhum pode tocar", dizia a nuvenzinha.                  

Ela então pode se lembrar. Lembrou de uma sensação muito boa..a sensação de sonhar. Lembrou de sua infância e de caminhos bonitos que ela já havia percorrido, das montanhas e principalmente ela lembrou do seu sentido. Do sentido que fazia sua vida continuar!
(Sabrina Gomes)

                                                                                                              

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