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Desde o primeiro instante, eu soube que ele, com toda sua forma rústica e pouca fé, me faria sofrer as mais duras penas no amor. Mas o pior de tudo foi quando eu descobri que ele nunca lera o pequeno príncipe. Desde esse momento eu soube que eu iria sofrer muito...Não se pode esperar muita sabedoria no amor de um homem que nunca leu o pequeno príncipe. 
Portanto, eu lhe aconselho: ao conhecer um rapaz, certifique-se de que ele já leu o pequeno príncipe, se ele soube de como o principezinho descobriu que sua rosa era única entre todas as rosas do mundo, e de como ele morreu de saudades dela. 
Se o signo dele combina com seu? Isso é secundário. O essencial é saber se ele leu o pequeno príncipe!





Olhei para o casal sentado à mesa esperando o jantar enquanto eu apenas esperava levar o meu para casa. Talvez fosse eu e você em algum outro tempo, talvez nunca seja novamente, mas eles eram menos do que nós, eu pude sentir. Eles não sorriam. Ele falava olhando para os lados e ela olhava o celular a todo momento. Se fôssemos nós, você estaria me olhando fundo e eu estaria contando algo estabanado do meu dia. Estaríamos juntos. Eles não, eles estavam apenas um com o outro. E pode ser que o amor que não se tem valha mais do que aquele que sai para jantar.


— Camila Costa. - trechos de nós. 





Espero que Deus perdoe você, por me amar e mesmo assim, me deixar sozinha.
Eu estou muito zangada com você!


ELA

Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza, 

Se esmerou a natureza 
Com meiguice e com primor 
Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão; 
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!

Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.
Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim

Eu quisera ouvir um -sim-

P’ra alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
“Dá-lhe um suspiro de amor!”


ASSIS, Machado de, 1839 – 1908




Pintura de Monet




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