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Soneto Camões


Mulher com guarda-chuva, de Claude Monet
Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio,
O mundo todo abarco, e nada aperto.

É tudo quanto sinto um desconcerto:
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio;
Agora desvario, agora acerto.

Estando em terra, chego ao céu voando;
Num' hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar um' hora.

Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.

(Meu soneto preferido de Luiz Vaz Camões)



2 comentários:

  1. bom,muito bom.Sempre tentei ler poesia sem conseguir. Gosto das poesias nos textos dos grandes mestres,como machado de Assis. meu poema preferido é o corvo,de poe.Sei lá porque,talvez por mostrar a solidão que os poetas vivem. Você também é solitária?

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    Respostas
    1. Oh, muito!!! Mas quem não se sente só, né? Acho que todo mundo se sente um pouco, ainda que estando ao lado de várias pessoas. Fico feliz que tenha gostado.
      O seu soneto preferido, o corvo, eu ainda não conheço, mas vou pesquisar aqui na internet.
      Um beijo pra você e muito obrigada por ler meu blog! *___*

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