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Divã para Dois

Esse final de semana eu assisti um filme muito bacana, "Um divã para Dois" de David Frankel. Acho que todo casal deveria assistir. Sabe quando a relação chega naquele ponto insuportável onde os companheiros nem se tocam mais? Pois o filme fala exatamente disso. E fala de duas pessoas que, ao invés de se separarem, tentam e lutam para ficarem juntos porque se amam.
Se eles vão conseguir ou não, isso eu não posso dizer.

 Kay é aquele tipo de mulher que levanta cedo e faz o café pro Marido. Arnold Soames é aquele tipo de marido que levanta, come o café preparado pela esposa e sai pra trabalhar sem ao menos lhe dar um beijo e dizer obrigado. Ela odeia beisebol, mas ele a faz assistir todo dia, enquanto ele "vê" o jogo dormindo.
O casal não se toca há mais de 4 anos e sentindo necessidade de mudança, Kay leva o marido à uma terapia.

Na terapia o casal terá que enfrentar situações e perguntas constrangedoras do Dr. Feld , que quer saber se eles já se tocaram, se Kay consegue ter orgasmos sozinha e quais são as fantasias sexuais do casal. O conselheiro quase cai da cadeira quando descobre que Kay e Arnold eram tão fechados que nunca fizeram sexo oral um no outro.

Título Original: Hope Springs

Tempo: 100 min
Direção: David Frankel
Roteiro: Vanessa Taylor


Eu gostei do filme, apesar dele falar de rotina e ser bem singelo. Não espere uma grande produção, é um filme simples que fala de pessoas comuns. Mas ele me deixou uma mensagem especial, porque, hoje em dia, somos educados a trocar de parceiros sempre que o relacionamento está em crise. Exigimos uma pessoa perfeita ao nosso lado, que corresponda todas as nossas expectativas e que nos faça sentir a pessoa mais amada do mundo, passe o tempo que passar. 

O problema é que só queremos receber isso, quase nunca pensamos em oferecer incondicionalmente isso à alguém. E se todo mundo quer apenas "receber" tais carinhos, é óbvio que ninguém irá de fato ganhá-los. Assim, vamos trocando de companheiro, durante toda a vida, toda vez que a pessoa que está do nosso lado, não nos parece mais atraente ou merecedora de nossos caprichos. Amar virou rodízio. E pior, amor-rodízio é algo que as pessoas hoje em dia, acham bonito, é uma filosofia promulgada e divulgada pelos jovens e adultos. Amar é démodé.  

Assista o Trailer do Filme






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