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Por Dentro





As vezes nos importamos tanto com os erros das pessoas ao nosso redor, que nos esquecemos. Esquecemos e não vemos o ser humano que estamos nos transformando a cada dia que passa. A cada dia que envelhecemos. Mal notamos o quanto vamos ficando feios, nebulosos, problemáticos. Apontar o erro no outro trás sempre esse conforto inevitável: a felicidade de encontrar pessoas piores que nós mesmos. Isso faz pensar que não há nada de errado conosco, pois há aquele (aponto) que é bem pior, que faz coisas piores.

Ah, como nos tornamos feios com o tempo! Os mais jovens podem ver isso. Eles nos olham com um certo silêncio, podem ver nossa feiura, mas não ligamos pra eles. Sabemos que é esse o caminho deles também.
Nossa dificuldade de mudar, nossas portas e janelas fechadas. Nossas frases preparadas e guardadas, nosso dom amargo de colocar o outro em explícito constrangimento. 
Como nos tornamos feios, Deus! Como nos tornamos feios com o tempo!

Se existisse um espelho que refletisse almas, eu morreria de desespero. 
(Sabrina Gomes)


Um comentário:

  1. Que texto bonito! Realmente, apontar os erros dos outros traz quase um alivio pra gente, um alivio em saber que tem gente pior do que nós.

    "Se existisse um espelho que refletisse almas, eu morreria de desespero. "

    Disse tudo!

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Tanto que vou até cantar uma canção: Você é lindo (a), mais que demais, você é lindo (a) sim, onda do mar.... (lá, lá, lá, láaaaaaa)

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