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Life as a Brazilian Woman




*Se você é mulher, deveria tirar um minuto do seu dia pra ler algo útil para sua educação, como este texto criado por Vanessa Barbara do jornal "Folha de São Paulo". O texto é originalmente em inglês e foi traduzido automaticamente pelo tradutor, então perdoe qualquer incoerência. O texto foi publicado na página do New York Times.*

SÃO PAULO, Brasil - Pode um país misógino ter uma mulher presidente? Brasil prova que a resposta é sim. Mais de três anos para a administração da presidente Dilma Rousseff, não mudou muita coisa para as mulheres brasileiras. O feminismo é muitas vezes visto como o extremismo ridículo. A misoginia é racionalizado e demitidos de ironia, enquanto o estupro é banalizado, ou até mesmo dispensado.




Alguns anos atrás, um famoso comediante brasileiro brincou sobre a feiúra das vítimas de estupro viu protestando nas ruas. "Por que você está reclamando?", Perguntou. "Os homens que fizeram isso não merecem ser preso, mas abraçou."

Alguns alegaram que era apenas uma brincadeira, mas é claramente revelado que os brasileiros pensam sobre o assunto: "Vamos lá, homens e mulheres são iguais agora; não há necessidade de fazer tanto barulho."


Só que ainda é muito longe da verdade. De acordo com uma pesquisa recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 26 por cento dos brasileiros concordam que as mulheres que usam roupas reveladoras merecem ser assaltadas. Na mesma sondagem, 59 por cento disseram que pensavam que haveria menos estupros se as mulheres soubessem como se comportar. 

A cada ano, o Brasil vende um Carnaval hiper-sexualizada aos turistas, tratando o corpo das mulheres como uma atração nacional. Um site de notícias chamado G1 apresentou recentemente seus leitores com um quiz: "De quem é esta mama?" Havia close-ups de seios nuas ou seminuas do desfile de Carnaval e os leitores tinham que adivinhar para qual a celebridade que eles pertenciam. (Eu tenho quatro respostas  de 10. Mas então eu olhei para o meu próprio e ficou um pouco deprimida.)

O Brasil é uma nação obcecada pela beleza e magreza à la Gisele Bündchen. Brasil só perde para os Estados Unidos na utilização de cirurgia plástica, com 1,5 milhões de operações por ano. Se você se tornar um pouco acima do peso, os brasileiros vão comentar; você vai se sentir mal com seu corpo e começar a hesitar nas sombras ao redor de piscinas, como um hipopótamo tímido.

Ultimamente tem havido uma explosão de blogueiros físicos, cujos trabalhos são - em teoria - para dar dicas sobre saúde. Mas eles enfrentam acusações freqüentes de ser efectivamente pagos para fazer propaganda de produtos da perda de peso, como suplementos de queima de gordura e dieta shakes. Seus sites dizem-nos que a barriga "negativa" é a chave para a felicidade.

Mas essa pressão é em grande parte dirigida às mulheres, e os homens enfrentam muito menos críticas sobre sua aparência. Também os seus salários são mais elevados do que o nosso; Eu ganho 35 a 50 por cento menos do que os meus colegas do sexo masculino, embora não podemos dizer com certeza que é uma questão de gênero. Talvez seja apenas falta de talento.

Considerando o quanto a atenção do público é dada para as formas das barrigas e seios aqui, e como grande parte da indústria do turismo é construído sobre beleza brasileira, o país é estranhamente sensível quando se trata de outros países objetivando mulheres brasileiras no mesmo caminho. Por exemplo, ele parecia um pouco hipócrita, quando, recentemente, o conselho de turismo do Brasil disse Adidas a parar de vender duas camisetas da Copa do Mundo por causa de suas conotações sexuais. Um deles tinha a mensagem "I Heart Brasil", em que o coração era um upside-down nádegas de uma mulher vestindo um fio dental. A outra camisa exibida uma menina de biquíni e o slogan "Lookin 'to Score".

Em 2002, o conselho de turismo também se queixou quando "Os Simpsons" fez piada com o nosso país, retratando TV brasileira mostra para as crianças como hospedados por mulheres seminuas fazendo movimentos sensuais. (Ele também retratou os táxis que modificaram suas indicações para "refém" - o que foi considerado um ultraje, embora eu, pessoalmente, achei engraçado.) Há algumas semanas, "Os Simpsons" foi ao ar mais um episódio sobre o Brasil e a Copa do Mundo; ele mostrou um monte de bandidos, funcionários corruptos e, novamente, apresentadores seminuas de programas infantis. Até agora não houve um comunicado oficial, mas eu não ficaria surpreso se houvesse.

Mas tudo isso é uma nota lateral comparada com assuntos de interesse muito mais grave. Nos principais destinos turísticos como Rio de Janeiro e Salvador, a exploração sexual, tráfico de mulheres e prostituição infantil são problemas urgentes. Há 250.000 crianças forçadas à prostituição no Brasil.

Mulheres lutam diariamente contra o assédio sexual, violência doméstica e abuso emocional. Aqui em São Paulo, de acordo com as Nações Unidas, uma mulher é agredida a cada 15 segundos. Temos visto recentemente um surto de casos de assédio sexual no metrô; um grupo feminista ainda distribuiu agulhas para passageiros do sexo feminino, aconselhando as mulheres a se defender.

Além disso, um relatório de 2011 do governo descobriu que 43 por cento de todas as mulheres que sofreram algum tipo de violência em suas próprias casas. Muitas vítimas, mesmo aqueles com ensino superior, estão com muito medo de denunciar o abuso.

Mais de sete anos atrás, o governo promulgou uma lei federal aumentar a punição para a violência doméstica contra as mulheres. Desde então, a "Lei Maria da Penha" - nome de uma mulher cujo marido atirou nela, deixando-a paraplégica, em seguida, tentou eletrocutá-la quando ela voltou do hospital, e ainda permaneceu um homem livre por duas décadas - teve positiva resultados. Mas ainda há muito a ser feito.

Aqui, como em outras partes do mundo, não há nada como o nó no estômago em mulheres que, ao andar sozinhas à noite, passam por um grupo de homens que de repente param de falar. Não há nada como ter medo de seu próprio marido. Estes são os tipos de momentos em que ter uma presidenta no comando, não faz menor diferença.

Vanessa Barbara é um romancista e colunista do jornal Folha de São Paulo.
Fonte: http://www.nytimes.com/2014/04/24/opinion/barbara-life-as-a-brazilian-woman.html?_r=0

2 comentários:

  1. Texto muito bem escrito, pena que o google tradutor vacilou em alguns trechos haha'

    Eu pensei que ia mudar algo ter uma mulher como presidenta, maass não mudou nada para nós mulheres. O que me dói é ver outras mulheres achando que feminismo é extremismo ou que é falta do que fazer de algumas pessoas. Pensar na situação do país (e do mundo) me dá vontade de chorar.

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    1. Pois é Marina, mas o que me dói é ouvir a televisão dizendo que as mulheres tem poder hoje, que somos dona do mundo e que não temos mais nada pra reclamar. Na minha opinião, somos tão exploradas como antes, talvez até pior.

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