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Fargo


Esse é o nome da série. Simplesmente assim: Fargo
Continuo dizendo que não acompanho séries nenhuma e só vi essa porque é dividida em apenas 10 episódios, o que me permitiu vê-la toda em apenas 7 dias e fim. 
Não me lembro mais como eu encontrei. Nem porque continuei assistindo após o primeiro episódio esquisito, lento e massante. Mas Fargo fala algo de que acredito e até desejo. Principalmente, retrata bem a humanidade como eu a vejo. 


Se você parar pra pensar, verá que a série apresenta dois polos, que podem ser interpretados pelos dois principais personagens:  Lorne Malvo (de preto) e Lester Nygaard (de vermelho na foto). 




A bem da verdade, praticamente toda a humanidade pode ser divida entre aqueles representados por Lester e aqueles poucos que Malvo representa. Eu torci pelo Malvo, confesso com certa vergonha e receio. O que pensarão de mim? Mas de certo, Malvo não me representa. Eu seria como 90% da população, representada por Lester. 


Lester é um vendedor pacato, com um trabalho robótico e ordinário. Limitado a suas próprias fraquezas, aos seus próprios receios. É desajeitado, mentiroso e covarde. Numa análise superficial, ele seria o que denominamos sujeito bom, imparcial, controlado. 

Malvo não tem compaixão. Não acredita em crenças. Parece caminhar como um ser diferenciado que é, porque extermina pessoas como quem combate uma praga. Não sabe o que é culpa, não se submete a dogmas. Vez ou outra, conta-nos pequenas histórias, como a do urso que, ao se ver preso numa armadilha, come a própria perna pra se libertar, mas morre metros depois agonizando na neve. "Porque ele era um urso que vivia dentro de seus próprios termos", conclui Malvo. 

As vezes ele nos deixa pequenas charadas: "Você sabe porque o olho humano enxerga mais tons de verde do que qualquer outra cor?"  E quando você encontra a resposta percebe que pessoas como Malvo, são um mal necessário, assim como o lobo é um mal para muitos outros animais, mas essencial para o equilíbrio da sobrevivência e para a evolução de outras espécies. 

Mas o que intriga mais, é que você pode descobrir, se não for muito distraído, que no final, os dois polos são iguais. No fundo, se igualam no momento da necessidade e dentro do seu estado mais natural. O que você é quando perde a culpa, o medo e os próprios limites? O que você seria se tivesse o domínio? Lester pode te mostrar. 

“O mal torna os homens unidos.” Aristóteles.

Mas se você gosta daquelas séries com muito luxo e glamour, do tipo que apresenta o bandido com roupas de plástico, bem coladas e previsíveis, melhor não se aventurar no Fargo. A série muitas vezes se mostra bem patética, assim como a vida realmente é. Não existem atores famosos, nem figurinos irreais. É apenas a vida sendo mostrada, apenas as pessoas sendo despidas. Nada mais.


Trailer

Você pode assistir a série completa aqui.



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