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Documentário lançado para falar sobre a vida de Amy Winehouse - Mais uma demonstração sexista grosseira

O vocalista do The Doors era um gênio da música e da manipulação de massas e era um viciado. 
Kurt Cobain revolucionou a história da música, apesar de não conseguir fazer nada sem uma injeção de heroína. 



Ma todos glorificados até depois de suas mortes pelo seus talentos, suas particulares revoluções. 
O mesmo não ocorreu nos documentários de Janis Joplin, Billie Holiday e Whitney Houston.  

O novo documentário de 2015 lançado para falar sobre a vida de Amy Winehouse, segue a mesma linha sexista. Mas essa é a realidade do nosso tratamento de vítimas musicais do sexo feminino, em que as suas contribuições artísticas são uma mera nota de rodapé para o drama de suas vidas. 

De certa forma, é encorajador que Winehouse não está por perto para se ver sofrer um legado sensacionalista novamente, onde tudo que importa é como ela bebia abusivamente e de como pôs tudo a perder. 

Ao contrário dos cantores  citados, que apesar de agirem da mesma forma e terminarem de forma ainda mais trágica. são vistos como cantores extraordinários e que mudaram o mundo do Rock. Seus legados são a importância em seus documentários. Suas tragédias, geralmente citadas apenas no momento da morte, é mero detalhe. 


Artistas do sexo masculino pode contar que suas  contribuições artísticas  receberão longas análises sobre como contribuíram para mudar o ramo da música, como conquistaram as pessoas de sua época e das épocas futuras. 

Já artistas do sexo feminino, por outro lado,  terão sua arte arte reconhecida pelo escândalo.

Em um documentário sobre a morte de Kurt Cobain, ouvi sua esposa dizer que naquela época, o uso da heroína era quase obrigatório. Sem heroína, não se era ninguém, não se fazia música, não se era nada. 

Inclusive, assistindo alguns programas de músicas pensei nisso: de como o rock ficou comportado, até mesmo fraco, após essa geração de drogados abandonarem a industria. 

O filme aprecia a morte de Winehouse, e faz pouco esforço para elevá-la para além do papel de vítima. Nós aprendemos quase nada sobre o que fez dela um talento tão original, ou qualquer discussão sobre a forma como sua música vai ser lembrada no futuro. 

Ao fazê-lo, contribuiu para inúmeros clichês que assolam as mulheres na arte: a de que as mulheres não conseguem  escrever suas próprias músicas, ou que eles são apenas famosas por causa de figuras masculinas poderosas.

"Quanto mais eles vêem em mim, mais eles vão perceber a única coisa que eu sou boa para fazer: músicas", diz Winehouse no filme. "Me deixe em paz." 


O filme nem honra a seu desejo, nem aplica sua lente crítica ao seu trabalho. 

Lamentável. 

Aqui nesse link, você confere um trecho do documentário, e pode comprovar na narrativa da repórter do Fantástico, cada palavra do que eu disse: Amy não seria nada sem seu amável produtor (e não o contrário) Amy jogou tudo fora (o porquê jogou, nunca foi problema nosso). Talvez essa visão advém do fato sexista de que mulheres são dramáticas demais e não sabem ainda, que dinheiro e fama é tudo na vida. Nos comentários da reportagem, apenas afirmações do tipo: "uma drogada que teve o talento interrompido". 



A 'benção' da família Winehouse


A família de Amy Winehouse se colocou à disposição dos produtores e diretor do filme, após ter ouvido falar sobre o sucesso de seu último documentário, Senna (2010). Eles concederam ao cineasta horas de arquivo/filmagens pessoais, bem como 'sua bênção' para entrevistar os parentes e amigos de Amy. 

No entanto, eles - em particular, o pai de Amy, Mitch Winehouse - logo começaram a sentir que estavam sendo mal representados no longa, que os aspectos negativos da vida de Amy estavam recebendo muito mais atenção do que o positivo, e que as imagens foram editadas a fim de produzir uma narrativa imprecisa de sua trajetória, especialmente os últimos três anos de sua vida. 

Mitch disse que os fãs da cantora deveriam considerar assistir o filme pelas raras e inéditas imagens e arquivos de sua filha, mas não prestar nenhuma atenção ao retrato geral do filme, que ele rotulou como "absurdo".

Eu não sei quando o filme estará disponível para assistir online, mas de ac
ordo com o site "Adoro Cinema" ele já está passando no Cinemark em BH. 

Aqui, você pode assistir outro documentário, Amy Winehouse, o último Adeuslançado em 2014.





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