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Por que Julgamos as Pessoas?


É tão difícil...As vezes eu fecho os olhos e tento parar para pensar na minha infância e quando eu fiz o primeiro julgamento. A única coisa de que me lembro que eu o fiz para aliviar um outro defeito ou erro meu. Para justificar minha própria conduta. E que a primeira pessoa que eu julguei foram meus pais. 

Mas na verdade, aprendi a ser bem moderada, equilibrada até. Eu tenho um certo vício de olhar os dois lados, os motivos que levam as pessoas a agirem daquela maneira. Por isso até escolhi ser advogada. Uma educação que recebi de meu irmão mais velho. Sempre que falávamos de alguém, ele dizia o lado daquela pessoa. "Sim, mas veja, ela foi criada assim, ela talvez não entenda assim, ela não é obrigada a ser como nós."

"Não julgueis", 



E este é um dos maiores ensinamentos jamais proferidos por qualquer homem no mundo. Isso é uma das coisas mais impossíveis para a mente. A mente julga de imediato; sem qualquer base, a mente faz um julgamento. Você fez muitos julgamentos, sem sequer ver se existia ou não alguma base para eles.

Todo julgamento é errado, porque o mundo todo está tão profundamente interligado que, a menos que você conheça o todo, não poderá conhecer a parte. Uma coisa leva à outra, porque está interligada. O momento presente está interligado com todo o passado e com todo o futuro. Neste momento culmina toda a eternidade. Tudo que aconteceu está aí; tudo que está acontecendo está aí; tudo que acontecerá está aí. 

Como você pode julgar? O mundo não está dividido. Se estivesse dividido, então um frag-mento poderia ser conhecido, mas o mundo é uma totalidade. Todos os julgamentos são falsos, porque são parciais — "Não julgueis", porque o pró-prio julgamento vai fechar você; será uma morte interior.

Sua sensibilidade estará perdida, e com ela a sua possibilidade de crescimento. No momento em que julga, você diminui, você pára; quando julga, você não floresce mais. Assim, a maior coisa é ser corajoso o bastante para não julgar. Na verdade, suspender um julgamento é a maior coragem, porque a mente está tão ansiosa para julgar, para dizer bom ou mau, certo ou errado. A mente é adolescente, pula de um julgamento para outro. Se você quiser algum dia, saia da mente — e sem isso não há possibilidade de crescimento interior —, então: "Não julgueis".

(Do livro, antes que você morra, de Osho)



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