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'Você aceita um gole de chá, Sabrina?'




Uma pessoa que nunca olhou nos meus olhos para se quer perguntar, sinceramente:"Como você se sente, Sabrina?" Pessoas que não sabem nada da minha infância, nem da minha luta que travo diariamente comigo mesmo, não podem, não possuem o direito de me julgar. 

Eu carrego uma história, que poderíamos dizer que e ótima ou triste, a depender de seu ponto de vista, mas você não conhece ela. Não conhece a luta da minha família, e deduziu meu comportamento e minha imagem dentro dos seus próprios conceitos, que muitas vezes são diferentes da educação que eu recebi .

As pessoas que mais me julgam ou me definem para as outras, são as que menos me conhecem de fato. Elas convivem comigo esporadicamente, por relações de afinidade e tiram conclusões sobre mim dentro daquilo que deixei de agrada-las, ou satisfaze-las. 

Você me encontra esporadicamente, de forma superficialmente e apesar dos laços que nos unem atualmente, tem medo de olhar nos meus olhos e me descobrir. 

Eu percebo isso, algo que me magoa imensamente, porque acredito que cada ser é maravilhoso, inclusive eu e você. Porque acredito que se nos conhecemos há tantos anos, você normalmente perguntaria sobre  mim, mas tudo que posso saber é sobre você: de como é maravilhosa sua casa, sua família, seus cursos ou sua suas viagens... "Aceita um gole de chá, Sabrina?"

Mas alguém que convive comigo há tantos anos e nunca teve a gentileza de me perguntar quem sou eu, ou apenas: me fale de você, não merece meu respeito, nem minha consideração e nem meu carinho. Principalmente quando essa pessoa sai a falar de mim como se me conhecesse sinceramente devido aos anos que se passaram. 

Queridos, nem meu companheiro, nem minha mãe poderia me definir. Por que você acha que me conhece? Seria respeitável e muito mais digno que você respondesse: "sim, sei quem é. Mas nada sei sobre  ela".

Ora, o que são os anos se na nossa relação só exite palavras vagas? 
A propósito: Você aceita um gole de chá, Sabrina?




3 comentários:

  1. Linda mensagem! Realmente, as pessoas nos julgam sem nos conhecerem de fato, achando que nos conhecem. Lembrei de uma frase dO Guia do Mochileiro das Galaxias, onde um velho louco em cima de um poste diz pro Arthur que as pessoas constroem seus próprias universos a partir de seus olhos e ouvidos. Parece não ter relação nenhuma, mas tem, você é um universo inteiro, eu sou um universo inteiro, e tudo que eu pensar de você será você dentro do meu universo, e não o seu universo de fato. O mesmo vale para você. A gente pode até tentar compartilhar esse universo, mas é grande demais para a pessoa compreendê-lo totalmente, e é difícil demais tentar compreender. A maioria das pessoas prefere julgar, porque é mais fácil, mais rápido e no fim elas acabam certas no universo delas.

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    1. Muito interessante seu comentário, Marina! Cada um de nós é um universo particular e impenetrável.

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