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Abandonner


Eu desisto de você.
Como no dia em que desisti viver em harmonia com minha mãe e de como eu desisti de convencê-la das minhas boas intenções.
Eu desisto, como desisti do Direito. E de tentar não ser vencida pelo Estado. Assim como desisti de ver justiça e a falta de procrastinação nos olhos dos homens que, covardes, escondem-se atrás da burocracia.

Eu desisto de você como eu desisti das relações com meus amigos e como eu desisti de fingir não perceber seus  olhares sobre mim.
Eu desisto de você como eu desisti de ter fé nos homens, de suas intensões e das paixões banais que parece-me ser tudo que eles tem a oferecer.

Eu desisti de você, assim como eu desisti do amor, nas suas formas infinitas, que guardei por tempos em uma caixinha, com laços e apetrechos especiais.

Eu desisto de você assim como eu desisti da animosidade humana e barata. Assim como eu desisti da simpatia meticulosamente preparada para a vida em sociedade.
Eu desisti de você, assim como desisti de acreditar nos laços que chamam de família, naquilo que chamam de amor fraternal.

Eu desisto de você, pura e simplesmente, como eu desisti de ver amor no meu pai. Assim como eu desisti dos meus amigos quando criança e principalmente, da mesma forma que fui forçada a desistir da minha infância.



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Tanto que vou até cantar uma canção: Você é lindo (a), mais que demais, você é lindo (a) sim, onda do mar.... (lá, lá, lá, láaaaaaa)

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